Iniciando os trabalhos: cepas, apelações, aoc.

Atualizado: 31 de Jul de 2019

Você sabia que 7 entre 10 franceses ficam na dúvida ao comprar um vinho? Que não entendem direito as informações da etiqueta da garrafa e que também se sentem intimidados ao perguntarem uma recomendação a um especialista?


Então para podermos entender o básico de uma etiqueta de garrafa de vinho e o linguajar de uma degustação, eu vou escrever uma série de posts curtos sobre o assunto de forma leve, levando em consideração a regra geral para depois comentar as exceções.


Vamos começar pelo básico: a uva que usamos para fazer o vinho não é a mesma uva do suco de uva. Parece bobo, mas muita gente não sabe disso.


Partindo desse princípio, aqui na Borgonha nós temos somente 4 tipos diferentes de uvas, de cepas, “cépages” como os franceses chamam, para fazer os vinhos:


2 uvas nobres que produzem vinhos de apelação Régionale, Village (ou Communale), Premier Cru e Grand Cru que são:

  • Pinot Noir

  • Chardonnay

2 uvas secundárias ou anexas:

  • Aligoté

  • Gamay

Para você que não sabe o que é um vinho de apelação eu explico:

um vinho de apelação é aquele que foi regulamentado, que foi produzido sob as normas que regem as características e qualidade de cada tipo de solo,  do terroir, dos climats, das cepas e do processo de vinificação do vinho quanto a sua região.


Os vinhos que foram produzidos de tal forma têm sempre em sua etiqueta a sigla – A.O.C, Apellation d’ Origine Contrôllée – ou A.O.P, Apellation d’ Origine Protegée.

Olhem o exemplo dessa etiqueta abaixo. É um vinho tinto, da cepa Pinot Noir, da vila de Fixan, safra 2013 e tem escrito que é um vinho de apelação de origem controlada.




Como as etiquetas têm muitas informações e mudam de garrafa para garrafa, mesmo sendo do mesmo produtor, eu vou fazer um post só sobre isso assim que alguns detalhes forem bem explicadinhos.


Voltando ao assunto…quem regulamenta e fiscaliza é a organização chamada Instituto Nacional de Apelações de Origens (Institut National des Apellations d’Origine – INAO).

Parece que essas siglas são super chatas e nada importantes para quem compra um vinho, mas na realidade elas são fundamentais para nós os consumidores e para os viticultores.


Pois é somente assim que o viticultor pode vender o seu vinho com a devida etiqueta de que foi feito naquela região, de que ele é um bom ou ótimo vinho de acordo com a característica e geografia do solo e evitar fraudes, como por exemplo alguém que fez um vinho tinto Pinot Noir em Bordeaux e vender como um vinho tinto de apelação regional Pinot Noir Bourgogne ou até mesmo fazer um espumante na Borgonha e vender sob o nome de Champagne. Nada disso pode e o INAO fiscaliza. E para nós consumidores nos garante que estamos comprando um vinho que foi bem feito e tem qualidade, a não ser por fatores externos como mau acondicionamento pelo dono da garrafa, entre outros.


Mas, como eu disse acima, esse assunto dos tipos de uvas, cepas/cépages, quais tipos de vinhos que produzem, etiquetas, climats, terroirs e etc, dão pano para manga nós teremos ainda muitos posts sobre isso!


Até a próxima e vem pra Borgonha!


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