Na França faça como os franceses

Atualizado: 31 de Jul de 2019


Viajar é sempre uma questão de desapego da zona de conforto.


Aqui na França, principalmente saindo de Paris, e na Borgonha colocamos o desapego à prova.


Então aqui eu vou mostrar algumas situações para vocês ficarem espertos e não estranharem os hábitos franceses e borgonheses.


Padarias e dinheiro:

Nas padarias é normal a moça do balcão pegar os pães com a mão e com a mesma mão mexer no dinheiro. É normal, ninguém vai morrer por isso e sigam meu conselho: abstraiam e comam a baguette com uma deliciosa manteiga.


Cães e gatos em cafés, restaurantes ou lojas:

Se você entrar num desses ambientes e se deparar com o melhor amigo do homem ou um bichano ou os dois juntos convivendo em harmonia, não saia correndo chamando a vigilância sanitária. Aqui é normal dividirmos o espaço com os bichinhos, que muito provavelmente são dos clientes ou dos proprietários das lojas. Em geral eles ficam tranquilos. Mas eu sei que há uma nova lei que os proíbem de frequentar esses lugares, agora só falta o tempo de adaptação para que o povo siga a lei.






Comer iguarias:

Escargots, que são lesmas, coelho, pato, fois gras, que é fígado de pato, são pratos que não temos o hábito de comer. Mas aqui na Borgonha é bem comum achar em pequenos restaurantes um casal apaixonado se deliciando com um prato de escargots ao molho de alho com salsinha. O amor não sente o hálito. Entre no clima borgonhês e peça um prato desses para você também.





Uma refeição completa:

Na Borgonha se come bem e bastante. Aqui uma refeição é longa e completa. Uma refeição mais básica seria assim: aperitivos, entrada, prato principal, prato de queijos, sobremesa e café, que pode vir ou não com docinhos, o famoso café gourmand. Tem que entrar no ritmo e ir com uma calça larga para jantar.





Prato de queijos:

Isso mesmo que você leu acima. Depois de comer bastante é servido um prato enorme de queijos para você comer com pão. São diferentes tipos de queijos e você come de 3 até 5 tipos podendo ser de diversas regiões francesas. Dos mais duros até os mais cremosos e aqueles que o odor é de desmaiar! Então não ligue para o cheiro e coma o queijo, porque no Brasil ele nem existe e caso exista ele é hiper caro.




Estacionar o carro do lado contrário do fluxo:

No Brasil a gente precisa estacionar o carro seguindo a direção do fluxo da rua ou da faixa que estamos. Até levamos multa se estacionamos do lado errado. Aqui é tudo misturado. Da um nó na cabeça porque nunca sabemos o sentido da rua. Precisamos sempre olhar a placa no começo ou fim da rua. Então, se você achar uma vaga na rua se solte e estacione do lado que você quiser. Só não esqueça de ver se precisa pagar para estacionar na rua no parquímetro, veja esse meu post.



Baguette:

O orgulho e paixão nacional. Ela está presente em todas as refeições dos franceses. Do café da manhã até o jantar. Em todos os restaurantes, do mais simples que lembram os botecos ou nossos queridos “sujinhos” até os restaurantes estrelados do Guia Michelin há uma cestinha de pão. Certa vez, logo quando mudei para cá, eu servi um almoço para 5 franceses e não comprei pão porque isso nem me passou pela cabeça. Logo no início do almoço pediram para passar o pão e cadê ele? Pois é, casa de brasileira não tem baguette o tempo todo. Mas na vida de turista tem. Então onde vocês forem vão servir uma cestinha de pão e ela não é cobrada. Porque se começarem a cobrar pela cestinha de pão eu acho que acontecerá a segunda revolução francesa!!



Bebida alcoólica:

Eu fiquei atônita. Eu cheguei no café da Universidade de Dijon às 10:30 horas da manhã na e vi uma mesa de dois estudantes e cada um bebia um copo tulipa de cerveja. E no mesmo café há o cardápio simples de lanches, nada de comida-comida de verdade, há cafés, chás, refrigerantes, cervejas e vinhos. No café dentro da universidade.



Horários:

Isso nos pega de jeito e por isso que ao viajar tem que ser bem organizado. A Borgonha é uma região de interior, então a vida é outra. Aqui tudo é mais lento e as pessoas fazem questão de obedecer seus horários para aproveitarem a vida. Alguns exemplos: horário de almoço é do meio dia até às 14 horas. Eu já escrevi isso aqui antes e avisei nesse vídeo, mas como há sempre turistas que ficam na mão porque estão em outro ritmo, eu repito: horário de almoço é das 12 até 14 horas.

A pontualidade para passeios também é muito importante para os franceses. Ou seja, se está marcado para um passeio começar as 15h, não adianta chegar 15:20 e esperar ser atendido.

As lojas fecham cedo e em sua grande maioria fecham na hora do almoço, inclusive farmácias se você está fora de Dijon. O jeito é se adaptar ao horário borgonhês-francês.


É pago ou não?

Num café, brasserie, restaurante a regra do que cobrar é bizarra. Eu até hoje estranho. Por exemplo: se você pedir água de carrafe, que é água da torneira potável, eles não cobram por isso. Assim como a cestinha de pão que acompanha as refeições, que no Brasil nós conhecemos como couvert e que é cobrado e é caro.  Agora se você comprar um café e tomar no balcão é um preço, na mesa é outro, pra viagem é mais caro (ok, é o preço da embalagem, mas mesmo assim eu acho abusivo) e se for beber no terraço ou almoçar, jantar no terraço eles cobram a mais por estar no lado de fora!!! Como se fosse uma “taxa do terraço”. Então essa incongruência existe e não adianta perguntar o motivo ou reclamar porque a resposta será sempre a mesma: “é desse jeito. É a França”.


O jeito meus amigos é desapegar e fazer como os borgonheses!


Boa viagem!!


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